Como identificar se estou em um relacionamento abusivo?

O relacionamento abusivo, em um relacionamento amoroso, é caracterizado quando há vínculo íntimo afetivo entre os parceiros e um exerce poder sobre o outro, aquele que busca dominar e controlar sua parceira é chamado de abusador.

Por vezes, o abusador demonstra formas de controle a fim de subordinar sua parceira. Dessa forma a autoestima da vítima é rebaixada para que tolere os abusos que venham surgir.

 

O abusador pode exibir seu controle quando:

  • Comporta-se com ciúme excessivo;
  • Restringe seu modo de vestir-se;
  • Proíbe a maneira como você deve demonstrar afeto aos seus amigos e até mesmo família e
  • Regula os lugares que você frequenta.

Podem também ocorrer outras formas de controle que constrangem e humilham a vítima. É comum encontrar, nas vítimas, sentimentos de medo e insegurança, além de atribuir a responsabilidade dos abusos a si mesma.

 

A violência psicológica no Relacionamento Abusivo

A violência psicológica é reconhecida pela Lei Maria da Penha – Lei 11340/06 e pode ser vivenciada em um relacionamento abusivo envolvendo humilhações, intimidações, subordinações forçadas, zombaria, comentários, apelidos e brincadeiras ofensivas, chantagens, além de conceber um ambiente danoso a vítima.

 

As vítimas podem desenvolver as seguintes crenças disfuncionais:
            – “Não sou capaz de arrumar alguém melhor”

– “Não sou capaz de sair dessa situação”
            – “Estou exagerando. Devo estar interpretando mal as coisas”

A violência psicológica é silenciosa e deixa marcas irreparáveis na vítima por um largo período de tempo.

 

Por que é tão difícil sair de um relacionamento abusivo?

Às vezes nós olhamos a situação de acordo a nossa percepção e não nos questionamos sobre a história de vida e o modo de pensar do outro.
            Pode acontecer que a vítima tenha algum ganho secundário naquela relação, por exemplo o seguinte pensamento que ouço com frequência no consultório: “Ah, ele (o parceiro) é agressivo, mas não deixa faltar nada em casa.” Perceba que há uma outra característica que prevalece neste exemplo? Sim, o parceiro provedor.

Além do ganho secundário, a vítima pode permanecer porque há:
            – Subordinação emocional;

– Amedrontamento;
            – Falta de suporte adequado a situação que está vivendo.

Existem também muitas outras questões envolvidas além do abuso. Por essas e outras, a vítima de um relacionamento abusivo precisa ter informações sobre o tema e ter apoio das pessoas a sua volta, assim também como o acompanhamento de um psicólogo e demais profissionais da saúde.

Fazer terapia é trabalhar no fortalecimento do amor próprio e identificar a autoimagem que foi comprometida nesta situação.

Por isso, se você se encontra em um relacionamento desses, ou conhece uma vítima, não romantize a situação dizendo que relacionamentos “são assim mesmo”, ao invés disso busque um profissional que possa te ajudar! Programas de TV e novelas já representam bem esse tipo de abuso apresentando galãs em papéis controladores, ciumentos e possessivos. E ainda por cima, fazem você se apaixonar pelo “final feliz do casal”.

 

Por Psicóloga Janete Gondim da Nóbrega Araújo –  CRP 06/159553

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